Fé na vida

Até agora eu tinha me perguntado como essa quarentena e o coronavírus tinham me afetado.

Além da ansiedade diante do cenário de incertezas, no dia 07/04/2020, aconteceu um acidente que só não foi mais grave, porque houve a mão de Deus.

Estávamos eu, Catarina e meu pai na área externa, tentando conectar a uma aula virtual, quando Vicente saiu do meu lado, pegou o velotrol e caiu na piscina.

Por causa do barulho da aula, não ouvi o som da água. Ele, com 1,7 anos, milagrosamente conseguiu acessar a borda, agarrar suas mãozinhas e chorar.

Tudo aconteceu em pouquíssimos minutos, mas sem dúvida, se ele não tivesse conseguido subir e chorar, eu poderia não ter visto a tempo.

Na hora que vi seus olhinhos desesperados, chorando e dizendo “caiu pixina”, fui correndo e só conseguia olhar pro céu e agradecer a Deus.

Catarina veio correndo, assustada também e eu tentei manter a calma e dizer que foi só um susto, que estava tudo bem.

Ofereci o peito a ele, mas estava choroso é só repetia que tinha caído.

Senti, naquele momento, a mensagem que Deus deixava: a vida é um sopro e está nas mãos Dele.

Esta, certamente, é a grande mensagem que Deus envia a humanidade e neste dia, de uma forma bem particular, eu ouvi.

Peço perdão a Ele, por todos os momentos que não enxerguei ou não confiei Nele regendo a minha vida.

Estou, desde o dia 18/3/2020, pensando em resolver todos os assuntos possíveis, pensando em mil soluções para os problemas que o COVID trouxe e impactaram diretamente minha vida e dos que me cercam, sem perceber que a grande questão, neste momento, é ter FÉ e colocar todos os nossos problemas nas mãos de Deus, confiando que SÓ ELE tem as soluções.

“O senhor é meu pastor e nada me faltarás!”

Obrigada Deus, por me devolver a vida!

Na maturidade de seus quatro anos

Outro dia ouvi coisas tão lindas da minha filha de 4 anos que agradeci pelo precioso tempo que esta quarentena me reservou ao lado dela.

Brincando de “amoeba” – uma espécie de geléia, eu observei que a mão dela era mais quente que a minha e que o brinquedo dela estava com a temperatura mais agradável.

Disse que queria ter as mãos dela e ela me respondeu de imediato: o Deus que escolheu essas mãos pra você e são lindas. Não tem problema serem frias. Você é linda desse jeito!

Na hora, eu emocionei.. mas resolvi brincar e disse que eu ia pedir Deus uma terceira mão, porque queria uma quente.

Ela riu muito e disse: ninguém tem três mãos.

Mas eu continuei: mas eu quero ter e vou pedir.

Ela mais uma vez me deu a melhor resposta: mamãe, Deus te deu as duas mais lindas. E me deu duas mais lindas. Que bobagem!

Eu não aguentei!! Derreti com tanta sabedoria!

Todos os dias, ela me encanta.. as vezes esqueço de registrar as fala dela e quase morro de pensar que posso não lembrar de tantos momentos bons ao seu lado!

Ela me disse ainda hoje que vai pedir a Deus 2 filhos (Catarina de cabelo liso e loiro e Vicente, de cabelo marrom) e que a Laura terá cabelo cacheado.

Quando eu disse que bom que ela terá cabelo de cachos porque eu amo, ela respondeu: você já escolheu os seus filhos e eu escolherei os meus !

Depois me disse que quando crescer não precisará me obedecer porque ela fará tudo do jeito dela, que é certo.

Eu disse , ufa que fará tudo certo.

Ela respondeu. Eu sei mãe, só farei o certo!

E o melhor é que eu não duvido disso!! Amo

minha garotinha e confio muito nela!

Meu guri

Hoje quero falar de tudo de bom que meu pequeno trouxe para nossas vidas.

18/08/2018 nasceu um amor inexplicável, um pacotinho lindo que encheu nossos corações.

Chegou mostrando a que veio, e logo ocupou seu lugar.

Carinhoso, dengoso e cheio de charme, meu menino é bastante atento e insiste para fazer o que quer!

Desde que nasceu só dorme em seu berço uma parte da noite, mas depois que acorda para mamar, não aceita sair da nossa cama.

Sentou aos 6 meses e começou a engatinhar aos 9.

Como era bem ágil,antes do primeiro aninho,nem expressou vontade de andar, apenas trocava dois ou três passinhos.

Dias antes do seu primeiro aniversário fez 1 com o dedinho e ainda falou “ummm”, querendo surpreender!

Andou com 1 ano e 1 mês e não parou mais!Na mesma época passou a reconhecer algumas partes do corpo (cabeça, mãos, barriga, pés e o piupiu).

A primeira palavra que falou foi “mama”,para me chamar e com 1 ano e dois meses falou “caca” para a irmã, deixando a mamãe ainda mais emocionada!

Ampliou o vocabulário com 1 ano e quatro meses. Falava “oô” para se referir ao avô, “oó”, para vovó e cocó, quando pedia para ver as galinhas com meu pai, em lafaiete. E ainda titi, para xixi e cocô.

Tem um envolvimento surprendente com a música, e desde que ganhou seu “ukulele”, não larga o instrumento! Qualquer barulhinho, ele pega o violão e começa tocar e dançar. Sua coordenação para carregar e dedilhar encanta até o professor de musicalização.

Adora histórias e poucos brinquedos chamam sua atenção, pois prefere mexer nos armários, tirar e guardar as coisas da casa.

A partir de 1,7 anos, quando iniciou o período de quarentena, em razão da pandemia pelo coronavírus, disparou a falar e cantar!

O tempo voa nessa fase e cada dia Vicente faz novas descobertas que nos encantam!

Não Importa

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Não importa.
Se foi na primeira febre ou quando o segundo filho nasceu.
Se enquanto se dirigia para a maternidade ou naquela madrugada em que o bebê não dormia por nada.
Algumas diriam que foi quando ele deixou de ser novidade para o mundo e se viram sozinhas com ele.
Outras que foi quando precisaram deixá-lo com outras pessoas, delegando os cuidados.
Para algumas nasceu um bebê e nasceu uma mãe junto.
Para outras, pariram o bebê mas a mãe ainda está sendo gestada.
A volta ao trabalho, um susto no hospital, amamentar.
Não importa.
Ninguém precisa te dizer que “agora foi”, “engrenou”, “já pode pegar o certificado”. Você não precisa dizer isso para si mesma.
Não precisa assinar na lista das mães diplomadas. Não precisa se comparar à trajetória de nenhuma outra, inclusive.
Para ninar, cuidar, dar colo, se preocupar se as vacinas estão em dia, zelar pelo sono, passar pomada no bumbum pra não ter assadura, pra proteger o crescimento desse ser fazendo o seu melhor pelo desenvolvimento dele, não precisa de nenhuma chave virar.
Às vezes vai ter um clique, às vezes não. Às vezes uma transformação vai se dando devagarzinho sem que se perceba. Às vezes depende de análise ou só de ter um espelho. Talvez dependa da sua história. Tem tudo a ver com a sua história.
Mas não precisa.
Não é necessário se apropriar de título nenhum. Para ser mãe, basta amar.

Criança muda tudo

 

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Essa é a frase que ouvimos desde a gestação e claro que um novo integrante na família muda a rotina, as necessidades e, principalmente, nosso olhar no mundo.

2018 foi um ano que Vicente chegou à nossa família e, com mais um integrante, a casa e o coração multiplicaram por dez!

Sou de uma família numerosa, mas confesso que o segundo filho virou minha vida de cabeça para baixo!

Desde a escolha do quarto ( que ele divide com a irmã) até o repouso que precisei fazer no sexto mês de gestação, a chegada do Vicente trouxe a necessidade de tomar decisões pensando na família, enquanto coletivo.

Até então, apenas com Catarina, ela era a prioridade absoluta e, agora, para conseguir dar a atenção e cuidados necessários aos dois, até mamãe e papai precisam de um tempo para se cuidarem.

Toda decisão, desde a rotina do banho e sono até a opção de colocar Catarina na nova escola, foi pensada conjuntamente.

As escolhas que fazemos, naturalmente, implicam em optar por algo em detrimento de outro. Em 2019, decidimos que Catarina continuaria a frequentar o Berçário que tanto gosta e tem

Como sua segunda casa, mas conciliaria com uma nova escola, a fim de minimizar os impactos da adaptação, visto que seu comportamento foi influenciado pela chegada do irmãozinho.

Passei seis meses visitando escolas que não tivessem Berçário, porque era essencial que ela frequentasse um ambiente sem o irmão.

Fiquei na dúvida sobre duas e optei pela que tinha turno vespertino, pois Catarina, apesar de dormir até as 20:30h, não acordava antes de 7h.

Foram 15 dias de adaptação e, como toda criança, foi desconfiada e chorou muito no primeiro dia.

Aos poucos foi absorvendo as novidades e no terceiro dia já entrava sem despedir.

Se identificou com a professora, cantava as músicas que aprendeu e contava sobre os coleguinhas.

Apesar de tudo estar tranquilo em relação a Catarina, para o restante da família, a logística para ir e vir à escola ficou impraticável e Vicente passou a cochilar somente no carro, gerando bastante stress para todos.

A volta pra casa era tensa e todos ficavam irritados e eu, sozinha, para acalmar, dar banho, amamentar e dar o jantar.

Tentei todas as opções para melhorar a rotina, mas ficava até 1h da manhã, esgotada e com insônia, pensando na programação do dia seguinte.

Então paramos, pensamos, discutimos e decidimos mudar a Catarina de colégio, desta vez de manhã e mais próximo do Aconchegos.

Novamente, muita expectativa e dúvidas em relação à adaptação ao horário, novo ambiente, professores e colegas.

Aguardamos o recesso do carnaval e iniciamos a nova rotina, que ficou mais fluida e leve.

O colégio nos acolheu de forma calorosa e propiciou uma adaptação tranquila para Catarina. No primeiro dia saiu chorosa, mas nos outros que se seguiram já sentia-se segura e demonstrou interesse pelas novidades.

A escolha, inicialmente errônea, acabou por me mostrar que nem sempre acertamos, mas todo dia temos a opção de fazer diferente!

Pai e mãe sem divisão

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Tudo na vida só dá certo quando você se entrega por inteiro. Com os filhos não é diferente.

A chegada de uma criança em casa muda muito mais que a rotina, transforma o sentimento e até o modo de expressar o amor.

Mas não é só o amor que multiplica, a dedicação, responsabilidade e resiliência também.

E é nesse turbilhão de emoções que os novos pais precisam encontrar a medida para criar seus filhos com parcimônia, estejam eles juntos ou não.

Por isso, não consigo imaginar divisão de tarefas tão definidas entre eles. Pai e mãe tem o dever de conhecer seus filhos e fazer o que acredita ser melhor para eles.

Não há outra forma de conhecê-los e aprendê-los, que não seja pela convivência. Acordar junto, alimentar, trocar, dar banho, brincar no chão, passear, levar a escola, ensinar, corrigir, enfim…cuidar, na saúde e na doença, são essenciais para estreitar o laço mais importante da vida e relacionar bem com a pessoa que você trouxe a este mundo.

Ainda que o trabalho concorra com o tempo em família, este não pode ser o empecilho para vivenciar o relacionamento intenso com seu filho/filha. Ainda que só aconteça nas férias, é essencial ao pai e a mãe, igualmente falando, participar da rotina: preparar o café, ajudar no dever de casa, levar ao médico, ir a reunião de escola, arrumar a mochila, o lanche, o cabelo, enfim: não é admissível que um pai atribua apenas à mãe o “dever” dos cuidados e obrigações, enquanto ele apenas participa dos momentos de lazer.

Tanto para os casais que vivem juntos, quanto aqueles que são separados, a PARCERIA deve prevalecer em prol do bem estar dos filhos. Em qualquer caso, os pais devem “trabalhar em equipe”, cada um fazendo seu melhor, sem se limitar a algum acordo pré estabelecido entre o casal ou, em certos casos, determinado judicialmente, pois os PAIS não deveriam poupar esforços para ver a felicidade dos filhos.

Se ambos se sentirem verdadeiramente responsáveis,em nenhum momento se preocuparão em formalizar qualquer divisão

de tarefa, uma vez que todos

dois estarão convictos que todas as obrigações são responsabilidade sua,

indistintamente.

Cada ano uma história

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Que primeiro ano! Já tendo passado pelas descobertas, foi a vez de transpor os desafios da maternidade e por que não, de redescobri-la?

A chegada do meu pequeno príncipe foi uma alegria tão grande, quanto as novidades que ele trouxe.

Nestes doze intensos meses, agradeço as lições aprendidas e a oportunidade de vivenciá-las.

Seu choro forte me fez mais valente e me mostrou toda vulnerabilidade sentida no puerpério.

Noites em claro, sessenta para ser mais exata, me levaram ao limite físico e psíquico, me transformando.

Vicente é meu grudinho e me faz sentir tão especial, que impulsiona minha vontade de ser melhor a cada dia.

A fragilidade do bebê ainda pequeno, me fizeram forte para superar cada questão que acompanhava seu desenvolvimento, quase nunca condizente com minha experiência anterior, nem com as inúmeras teorias narradas nos blogs sobre maternidade.

Desde seu primeiro dia de vida, Vicente se mostra determinado e impõe o que quer, na mesma intensidade que demonstra o amor que sente. É arteiro e adora bagunça, principalmente com a irmã, que tanto admira e até suspira quando vê.

É muito carinhoso e arredio, esperto e não pára quieto.

Filho, você faz meu coração bater mais forte e

pode parecer clichê, mas nem me lembro da minha vida sem você! Te amo!

Feliz ano velho com tudo novo!

VICENTE E CATARINA-35

2018 foi lento, tenso, prazeroso, exaustivo, surpreendente e, acima de tudo, abençoado.

Ano de introspecção, amor, paciência, doação e resiliência.

Gerar uma nova vida e ser agraciada com um filho saudável e cheio de graça, só me faz sentir Deus ainda mais próximo.

Poder desfrutar da convivência diária e intensa dos meus filhos, me faz realizada.

Agradeço a cada dia, cada lágrima e cada alegria de 2018. Foi muito desafiador e a superação dos obstáculos transpostos me fez sentir mais forte que pensei que fosse!