Não são só flores

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    Hoje estou uma mãe frustrada.
    Isso mesmo!
    Frustrada por não conseguir ser a mãe que eu sonhava para minhas filhas.
    Sonhava ser uma mãe tranquila, amorosa, serena, paciente, que faz tudo com e pelos filhos, que adora ir às praças , brincar, que ajuda a fazer o para casa e que acolhe os filhos em seus medos e em seus momentos de raiva.

Mas a realidade tem se mostrado bem diferente! Me sinto culpada? Sim! Muito!
Me vejo uma mãe sempre cansada, sem energia, inventando mil desculpas para não sentar para brincar com as filhas. Impaciente com as desavenças. E com o para casa então? Nó! Nenhuma paciência.

Vivendo uma fase de acordar a noite varias vezes , com a mais velha com medo. Sem saber a melhor forma de agir. E sem conseguir reagir de uma forma positiva diante da angústia vivida por ela. Sendo tomada pela raiva.
Enfim, espero ainda conseguir lidar melhor com essa situação, e com as muitas que virão. Por mim, por elas, pela nossa família.
E espero, lá na frente, não me arrepender . Não me arrepender do tempo que não brinquei, da prova que não estudei, da noite que não acolhi.
Espero aprender a tempo! No meu tempo e a tempo de plantar uma sementinha de boas lembranças e de segurança no coração das minhas filhas.

Depoimento de Maira, que juntamente com Breno, são pais  da Mel e da Nina. Família maravilhosa!

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Tão maravilhosos quanto terríveis

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De fato a criança muda o comportamento ao completar dois anos. Faz parte do seu amadurecimento.
Catarina aprimorou seu vocabulário e ganhou mais independência. Agora quer se vestir e calçar sozinha, questiona sobre onde vamos ou o que vamos fazer, passou a ser seletiva na alimentação, deixando de comer frutas que sempre gostou e também verduras e legumes, diminuiu e tem dias que não tira a soneca da tarde. Também começaram as famosas birras e chorinhos sem motivo ou para chamar a atenção.
Claro que a chegada do irmãozinho contribui para essas mudanças, mas fato é que elas acontecem.
O momento exige diálogo e tento ao máximo conversar com ela, negociando as tarefas, principalmente na hora das refeições.
Sou muito de fazer trocas, por exemplo: vamos terminar o almoço que a mamãe leva você ao parque. Isso tem funcionado, mas não é sempre!
A hora da birra eu ignoro completamente, finjo não estar olhando ou saio de perto. Isso faz com que ela perceba que não terá o que quer comportando dessa maneira.
O meu esposo tem a fala mais firme e vejo que ela acaba obedecendo quando ele sobe o tom de voz. Já tentei, mas não funciona comigo.
A minha menina continua amorosa, brincalhona e esperta. Reconheço que seu desenvolvimento exigirá mudanças na forma de educá-la, mas estamos aprendendo juntas a melhor maneira.
Por outro lado, é incrível ver a clareza de sua fala, usando palavras difíceis, no plural e formando frases complexas. Já reconhece números, cores e formas geométricas.
Sua personalidade está cada vez mais perceptível, e sua imaginação toma conta das brincadeiras de princesa, mickey e boneca.
Minha bebê está se tornando uma criança linda!

Gravidez compartilhada

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  • Os textos não sumiram à toa…tenho muito a dizer, mas pouco tempo e disposição para escrever.
    A gravidez me abala. Muitos enjoos, náuseas constantes, insônia e desânimo. Tudo isso somado à maternidade e ao trabalho!
    Sem dúvidas, para mim, é uma dádiva gerar um bebê e amá-lo, sem conhecer seu rostinho. Mas não considero a gestação tarefa simples. Para mim, ela é sentida minuto a minuto e consome minha energia.
    A mudança do corpo é sublime, mas o humor não tem a mesma beleza com a atuação dos hormônios.
    Com isso, o stress e as dores no corpo são uma realidade.
    Nesse período me vem à famosa culpa por não estar tão presente para Catarina, não conseguir brincar todo tempo que me demanda, nem levá-la aos passeios que sempre fizemos.
    Ela continua esperta e demonstra carinho pelo(a) irmãozinho(a) que vai chegar.
    Intuitivamente, conversa com minha barriga, fala que vai dar a mamadeira e cantar para o bebê dormir.
    Essa é a magia da gravidez compartilhada com outros filhos! A novidade agora é dividir a espera com a inocência de uma criança.
    Essa delicia que move minha segunda gestação. É esse amor incondicional que sinto crescer no meu ventre, mais uma vez.

Ano novo vida nova

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A chegada do segundo filho não vem com a ansiedade do desconhecido.
Mesmo sendo diferente, o coração está mais calmo.
Porém a cobrança em manter-se mãe presente, aos dois, existe desde a confirmação da gravidez.
Os hormônios atuam como ocorreu na primeira vez, mas você não se dá o direito de estar cansada, sonolenta ou com mal estar.
Não se permite desacelerar com os cuidados e colo do primeiro, afinal… não foi escolha dele receber um irmão/irmã.
Mesmo sabendo que a perfeição da vida são seus obstáculos, queremos eliminar ou, no mínimo, amenizar as dificuldades para nossos filhos.
Talvez seja o instinto maternal tão protetor…
Da mesma forma, a atenção dedicada ao novo membro da família, ainda na barriga, ocorre nos poucos intervalos existentes entre os afazeres e cansaço. E você se cobra por isso…
Equilibrar seus desejos com a possibilidade de realizá-los é sofrido para as mães que gostariam de se multiplicar para estar tão perto de um quanto do outro, se doando da mesma forma.
O coração é grande e amor se soma, mas a mãe fica dividida.

Dois

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Enfim chegaram os dois anos, que alguns descrevem como terríveis e outros como maravilhosos!

Toda idade tem seus desafios para  a criança e sua família, mas na convivência do Aconchegos Berçário percebo que há traços comuns e outros específicos de cada indivíduo e eles não estão, necessariamente, relacionados a idade, mas sim as vivências de cada um.

A criança de dois anos tem mais consciência de sua individualidade e já manifesta suas vontades de forma contundente. Isso não significa que queira desafiar o adulto, mas vai conhecer e testar os seus próprios limites.

Nessa idade a linguagem já está mais clara e ela consegue se expressar.  Conversar com a criança é uma forma de auxiliar suas descobertas.

Catarina já forma frases claras e manifesta seus desejos e insatisfações. É uma delicia acompanhar seus desenvolvimento e ver sua capacidade de compreensão. Certo dia me disse: “mamãe fala e Catarina entende”.

Fiquei maravilhada porque a mensagem que ela me passou foi que compreende nossas conversas e gosta que eu explique as coisas para ela.

Manter bom diálogo e falar corretamente com minha filha sempre foi preocupação minha e do meu esposo.

Por meio dos livros de história (que leio e mostro à Catarina desde as primeiras semanas de vida) eu buscava passar mensagens positivas das situações mais diversas.

Hoje, ao completar os dois anos, além do gosto pelos livrinhos, ela já é capaz de criar e recontar as histórias, incluindo o contexto de sua vida.

Estou apenas começando o processo de educação da minha pequena, mas sinto que o caminho escolhido já apresenta resultados que me me fazem sentir orgulho da Catarina.

Parabéns pelos seus dois aninhos e  que eles sejam especiais como é cada dia nosso juntas! Te amo filha!

Licença para exercer a maternidade

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Muito se discute sobre depressão pós parto, suas alterações e consequências na vida da mãe e do bebê.

Mas nunca li ou ouvi sobre depressão pós licença maternidade.  Apesar de pesquisas indicarem que menos da metade das brasileiras retornam ao trabalho após licença maternidade*, muitas mulheres enfrentam um dilema: abrir mão ou pausar a carreira para dedicar-se mais a maternidade? Ou retornar a todo vapor ao trabalho e equilibrar com o tempo junto ao bebê?

A opção é pessoal e eu vivi esse conflito durante um ano.

Quando estava grávida, tinha consciência que minha carreira sofreria impacto, mas não tinha como dimensionar isso. Eu já estava à frente do berçário com minha sócia, mas quando Catarina nasceu, e nos seus primeiros meses entendi que seria muito difícil passar um longo período do dia longe dela.

Por gostar do meu trabalho, voltei após a licença e, depois do primeiro dia cheio de novidades, os que seguiram foram cada vez mais pesados.

A mulher que entra na sala de parto não é a mesma que sai com o filho nos braços e é inevitável a mudança. Com isso, sua forma de ver o mundo muda também e, a meu ver, para melhor.

Nem sempre seus pares ou chefes conseguem lidar com isso. Ao invés de extrair o melhor da nova profissional (muitas vezes mais madura e versátil), priorizam uma “disputa” entre o interesse profissional e pessoal.

Foi um ano de muito aprendizado e consciência da pessoa que me tornei e que ainda mudará muito ao longo do desenvolvimento da Catarina.

Continuo trabalhando intensamente fora de casa, mas agora administro meu tempo e consigo estar perto dos meus e seus filhos!

*http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2013/10/maioria-das-profissionais-brasileiras-nao-volta-apos-licenca-maternidade.html

A felicidade em ser mãe

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Com a maternidade aprendi que a felicidade está em nossos corações, em sermos gratas pelos momentos, ainda que não sejam os melhores.

A alegria não precisa ser apenas um instante, porque todos os dias ao lado de quem se ama são para se guardar do lado esquerdo do peito.

E que não há melhor lugar no mundo que onde seus amores estão.

Que um bom motivo para sorrir é ver o sorriso do outro.

Aprendi que amar incondicionalmente é cuidar de você mesma para ser a melhor para quem se ama!

É preciso coragem para ser feliz e a maternidade me fez mais forte e destemida!